Entry: HOJE!!! Friday, July 24, 2009




PUBLIC ENEMIES:
Abriu hoje e eu já estou aqui
para contar pra

vocês sobre o filme!!




Como assim eu já vi o filme? Eu vi e foi tarde! Sessão das 14:30 no pier. Era para ter pego a das 11:25.

Public Enemies conta a história de John Herbert Dillinger. Famoso ladrão de bancos entre 1933 e 1934. (é ele não durou muito)

Sim o filme é maneiro. O Johnny está muito muito gato, e muito macho e finalmente fazendo alguém "normal". Tão normal quanto pode ser um ladrão de bancos. Mas considerando os papéis de Johnny, façam uma pequena busca pelo novo Alice no País das Maravilhas e vocês  vão ver do que eu estou falando, se é que precisam, esse é um cara normal.

Isso é ótimo porque o Johnny estava ficando previsível. Eu já havia dito que ele precisava fazer um agente do FBI ou algo assim, no estilo Ford ou Willis. Espero ver mais trabalhos assim, tal como Finding Neverland ou Donnie Brasco.

A seguir comentários sobre o filme em si. Quem não quiser estragar a surpresa o post acaba aqui para vocês. Algumas fotinhos!


JD VS JD

Coincidemente o Johnny nasceu e foi criado num local bem próximo ao local onde o Dillinger nasceu. Outra coisa é que o Johnny quando filmou estava com 45 anos e o Dillinger morreu aos 31. Acho que ele captou bem a expressão do cara.

Umas das muitas fotos de prisão

Dillinger chegou a fazer uma plástica para mudar o rosto e não ser reconhecido e apagou suas digitais com, ácido, prática comum entre os bandidos da época. Não acho que a plástica funcionou muito bem. Não sei se a foto lá de cima é pós plástica, mas essa aqui é  pré. O procedimento surgiu por conta das mutilações sofridas por soldados durante a 1a Guerra e ainda era um tanto precário.

A famosa prisão em Crown Point - JD e o Promotor Estill

Dillinger fugiu dessa prisão considerada de segurança máxima, e é claro, inicialmente reforçada com a chegada do preso ilustre, usando uma arma de mentira e sem disparar um tiro. Rendeu, com ajuda de outro preso, 9 pessoas, saiu andando e ainda levou consigo as únicas cópias das chaves, fazendo com que os policiais tivessem de abrir as portas com uma tocha de solda. (Eu não sei traduzir isso, welding torch) E para completar ainda fugiu no Ford V8 da delegada.
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Ok. Chega de fotinhos.

Em primeiro lugar o filme é filmado usando câmeras digitais, que são bem cruéis em certos aspectos até com o mais jóvem dos atores.  Dá para ver cada poro na cara de qualquer um. Além disso apesar de práticas, em certos momentos o filme perde qualidade pois fica com cara de vídeo. Mas no geral eu considero que dá para aceitar bem.

Outra coisa é que é feito no esquema câmera na mão. Isto é, não tem muita estabilidade a imagem em certos momentos o que me dá dor de cabeça. Eu não gosto disso. Põe o troço num tripé e manda ver.

No mais, está tudo certo visualmente com filme. Roupas estão impecavéis, caracterização das locações ótimas, os carros fantáticos. Deviam ser um barato esses carros. O filme tá bonito, assim por dizer. O Johnny eu nem comento. hehehe

Achei que as atuações estavam muito boas e cara tem gente muita boa nesse filme. Além do Johnny, claro. Christian Bale, Billy Crudup, Giovani Ribsi, Stephen Dorff, Marion Cotillard.

Onde o filme peca, além da câmera na mão. Historicamente falando o filme faz uns recortes feios. Feios mesmo. Tipo cronologicamente. O que na minha modesta opinião é um crime (no pun intended)
em se tratando de uma história verídica. Tudo bem, não cabe tudo em duas horas e meia. Mas não vamos inventar coisas, trocar as ordens dos eventos, e outras bobagens em nome da cinematografia. E não, não seria necessariamente então o resultado um documentário.

Mas ater-se aos fatos eu acho uma parte fundamental e que torna o filme tão mais precioso. Achei que faltou explorar um pouco a razão por trás do homem, que ao meu ver, não foi apenas a quebra da economia em 29/30, mas uma condenação que levou Dillinger a oito anos e meio de prisão. Pois, foi nesse período em que ele fez suas amizades.

O que me incomodou não foi o fato de fazerem dele um herói. Realmente o era em sua época. As pessoas passaram seus lenços em seu sangue na calçada onde foi abatido. Sim, era um ladrão. Mas faltou explorar mais o psicológico da coisa. Aparentemente Dillinger era de uma inteligência notável e realmente procurava não matar pessoas. (suponho a medida que isso era possível na profissão)
Inclusive, parece nunca conseguiram atribuir com certeza qualquer morte relacionadoa aos seus atos criminosos a ele próprio. Em muitas ocasições ele agia sem dar tiros. Além disso testemunhas diziam ser ele um verdadeiro gentleman, extremamente gentil e educado, agora o Johnny dizer que ele era quase um Robin Hood...

No final das contas eu achei que o filme valeu a pena. Inconsistências a parte foi bem divertido, embora o tiroteiado doesse os ouvidos, mas realmente gostei. Recomendo.

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